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27/11/2003 00:51
Um ano de blog!

Como vocês já devem saber, o Meio da Ponte não nasceu com este nome nem mesmo é meu primeiro blog. Experiências-piloto como o 520.blogger sequer chegaram a deslanchar um primeiro post, por
mais que eu tivesse a meu lado a assessoria da expertíssima Belle - atualmente capitã do Unlovable - simplesmente porque o bocó aqui mostrava-se um completo leigo.
Com a chegada do Blig, consegui, enfim, entender a estrutura de um blog - convenhamos, tudo aqui é simples e primário, do jeito que preciso... Nascia, então Olhar Urbano, que pretendia lançar um olhar crítico, cítrico, humano, igualitário e urbano sobre nossa sociedade e os valores que a regem e não mostrou-se mais que uma coleção de pensamentos pessoais desconexos sobre uma vida pessoal bastante average, recheada por fotos de ônibus, mulheres, celulares e comida, nesta ordem de quantidade de aparições...

Nota-se que o Meio da Ponte, lançado sobre a ótica mais sincera de passar o tal olhar etc. etc. sobre a sociedade avaliando minha vida pessoal, manteve a estrutura editorial do
antigo Olhar Urbano, nome que preservei como nick justamente para dar este ar de continuidade, até porque entre o OU e o MP há um interstício de alguns meses, nos quais refleti sobre para que servia meu blog... Não me senti capaz de responder esta pergunta de forma ampla. Fico feliz de ter, agora no MP, mais visitas e visitantes que, outrora, no OU, e espero ter mais, pois cada visita é uma amizade que pode nascer...
Certamente, sem a participação de vocês, não teria deixado estes registros nem mesmo em papel, e espero que passem estes alguma sensação de utilidade... Obrigado!

Que fim levaram os Robins?
Do 520.blogger para cá vai beeeeeem mais que um ano, mas novembro foi o mês mais marcante no Olhar Urbano, então preparei um revival agora neste final de mês como se fosse o marco zero de aniversário do blog. O que marcava, na época, eram as pendengas.
Talvez quem as acompanhou, como novelas, no OU, não lerão seus desfechos agora no MP, mas mesmo quem nunca soube delas vai ter um gostinho de como foi...
Para onde foi a Lisângela? - Sem dúvida, a pendenga que mais rendeu comentários foi a novela Eu odeio a Lisângela, transmitida quase diariamente pelo OU...
Tinha tudo para ser um doce, mas ninguém - nem mesmo eu! - merece ser perturbado por 800 ligações diárias a cobrar! Quem me acompanhou sabe que 800 não é exagero: é média numérica, já que havia dias em que ela ligava apenas trezentas vezes e outros em que as ligações superavam mil em um só dia. Todas a cobrar! E isso tudo por que saí com ela uma vez...
Lisângela sumiu gradativamente a partir de janeiro, quando substituí meu Samsung Fashion por um Nokia 8280. A primeira coisa que fiz foi bloquear o recebimento de chamadas dos celulares
dela. A Vivo me ressarciu de todas as ligações a cobrar dela que eles indevidamente me cobraram como se eu as tivesse atendido. Final feliz, afinal!

Para onde foi o Vésper? - A pendenga mais séria foi o caso do Vésper Fale à Vontade que me cancelaram em outubro do ano passado por eu usá-lo na rua. Até hoje tenho amigos que andam pra baixo e pra cima com estes telefones e nada lhes acontece.
Não posso reclamar: por mais que todo mundo faça, está em contrato que não se pode fazer, e no fim da história eles me ressarciram dos cartões que comprei adiantado em vão sem apelar. Eles foram honestos.
Me dá pesar o que lhes ocorre hoje: sua operação em telefonia móvel está à míngua por pressão de entidades que, nas esferas executivas de órgãos reguladores e ministérios, impedem a Vésper de operar com a tecnologia de sua preferência - o que, ao meu ver, fere o princípio de liberdade de escolha. A operação fixa - pero no mucho - ficou muito aquém do esperado devido a pressões de operadoras fixas e móveis quanto a seu revolucionário produto, que muito bem aproveitei por oito meses.
Para mim, foi o sonho de convergência que se esvaiu num sem-número de regras e interesses. Não há nenhum bonzinho nesta história - todos querem mais para si - mas insisto em dizer que foi a prova de que telefonias fixa e móvel podiam se juntar em um único sistema (o que eles fazem nada mais é do que colocarem na rua telefones móveis engessados às anacrônicas regras da telefonia fixa, ao passo que, na prática, melhor seria que fosse mesmo liberada a mobilidade dos tais aparelhos com as tarifas mais baratas da telefonia fixa, como o jeitinho brasileiro mostrou ser possível e, antes da pressão, fazia-se vista grossa), bem como de que telefonia móvel não precisava ser este absurdo de caro que nós pagamos atualmente.
Outro resultado prático da pendenga é que eu, desde então, não contratei outra linha fixa.
Não tive experiências muito boas com a Telemar fora do âmbito dados, e não tenho como me interessar por uma linha para a qual só ficaria disponível umas duas horas por dia...
enviada por Rodrigo
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